PROGRAMAS EXPLORATÓRIOS

PAISAGENS DE CONSUMO
acerca dos territórios de suporte à troca e consumo de mercadorias e à produção e acumulação de resíduos.


Rossio de São Braz (mercado), Évora . image © 2014 DigitalGlobe

O consumo e a economia tem liderado as maiores alterações ao modo de vida do mundo ocidental. Estas intrusões têm contribuído significativamente para intervenções extraordinárias com enormes impactos territoriais, económicos e sociais. São sintomáticas das novas realidades económicas.

O outro lado do consumo - os resíduos e desperdício -, inerente, em grande parte, ao estilo de vida das sociedades ocidentais, produz depósitos e resíduos, líquidos e sólidos, que são removidos, tratados e reutilizados ou depositados. Em portugal, cada indivíduo gera 514 Kg/ano de resíduos sólidos urbanos (dados Eurostat de 2010) produzindo um total de 3,5milhões de toneladas/ano. Mais de metade (62%) é depositado em aterros sanitários, 19% é incinerado, 12% é reciclado e 7% do resíduos são usados para a produção de compostagem. Dos 611 milhões m3 de água consumidos todos os anos, cerca de 485 milhões de m3 são tratados em ETA’s e ETAR’s. Aterros sanitários (24 activos), centros de reciclagem, incineradores ou estações de tratamento de águas (899 unidades), emissários (6347km) são espaços fundamentais para a linearidade do dia-a-dia mas, prepositadamente, tornados obscuros da realidade quotidiana.

O programa Paisagens de Consumo-Resíduos investiga a contribuição do consumo e dos resíduos produzidos diariamente na transformação do território.